Bitrust pede autorização da CVM para ser a infraestrutura necessária para fundos investirem em cripto no Brasil

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A Bitrust, empresa custodiante digital, quer solucionar a necessidade de os fundos brasileiros procurarem no exterior a proteção necessária para ter exposição em criptoativos. Para isso, entrou com um pedido no Sandbox da CVM para se tornar a primeira custodiante digital brasileira. O resultado da decisão da CVM é esperado para o fim de abril.

No sandbox regulatório, ambiente de testes dos projetos aprovados com condições especiais e limitadas, o apelo para permitir aos investidores institucionais acesso ao mercado de criptomoedas e ativos digitais diretamente no Brasil leva em consideração o fato de que com exposição fora do país, os fundos têm um custo mais alto, além de estarem expostos a uma regulação diferente do Brasil.

Para tanto, a administração da Bitrust, a qual é liderada por Ronaldo Faria, ex-BTG e Plural, e conta com a experiência de Juliana Facklmann, ex-B3 e FGC, conta com a Kryptus, empresa especializada em criptografia e segurança cibernética, como parceira estratégica. A multinacional brasileira atuou no desenvolvimento da solução tecnológica. Para Roberto Gallo, CEO da Kryptus, o maior benefício da Bitrust para o investidor é a possibilidade de usar uma infraestrutura qualificada e auditada, com processos bem definidos, que garantem o asseguramento dos recursos.

“O ciclo de vida do Bitcoin demanda know-how específico, investimentos consideráveis em tecnologia e profissionais qualificados e com profunda experiência. A Bitrust possibilita ao mercado o acesso a uma estrutura de custódia robusta, mesmo contra adversários muito preparados e motivados”, conclui o executivo.

Além disso, a administração da Bitrust contratou a KPMG Consultoria para assessorá-la no seu processo da custódia: gerenciamento de chaves, wallets PLD, segurança e governança. A KPMG Consultoria, por meio de entendimento das estratégias e ações vigentes da Bitrust, auxilia a Empresa apresentando a compilação dos marcos regulatórios e macro modelos de arquiteturas tecnológicas e operacionais disponíveis no mercado global, para auxiliar a Bitrust a construir seu ‘Roadmap’, o qual inclui políticas, procedimentos, controles e cronograma.

Para Ronaldo Faria, a consultoria da KPMG tem sido importante na busca da Bitrust de se estruturar olhando para modelos de “benchmarking” internacional. “A Bitrust alia as suas políticas e procedimentos atividades que auxiliarão na segurança de seus processos, incluindo controles relacionados ao combate à lavagem de dinheiro”, revela.