Mercado Bitcoin inclui 18 criptoativos em sua plataforma em maio

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Lista conta com utility tokens e tokens DeFi, que poderão ser negociados em reais

 

São Paulo, abril de 2021 — Em maio, o Mercado Bitcoin lançará 18 novos criptoativos em sua plataforma: serão 5 utility tokens e 13 tokens DeFi.

“Com base nas tendências de mercado e na procura por diferentes tipos de investimentos, o Mercado Bitcoin decidiu incrementar o seu portfólio com esses criptoativos que, em sua maior parte, estão disponíveis pela primeira vez em uma plataforma de ativos digitais brasileira, podendo ser negociados em reais”, explica Fabrício Tota, diretor de Novos Negócios do Mercado Bitcoin.

As aplicações DeFi, que se referem às “finanças descentralizadas”, procuram fornecer serviços similares aos que são oferecidos no mercado tradicional, mas no ambiente cripto. As aplicações de DeFi relativas a empréstimos, por exemplo, cortam intermediários, como o banco, e possibilitam que sejam feitas de forma direta entre duas pessoas que não se conhecem, por meio de Smart Contracts. Os tokens DeFi que serão listados no Mercado Bitcoin são os tokens utilizados nessas aplicações, uma vez que são, como o próprio nome diz, soluções de finanças descentralizadas.  Já os utilities tokens foram construídos no blockchain do Ethereum, com aplicações específicas e vão muito além da possibilidade de compras dentro de um ambiente virtual, pois são um meio impactante e poderoso com uma variedade de usos.

Confira os lançamentos na plataforma do Mercado Bitcoin:

DeFi:

UniSwap – Exchange Descentralizada, na qual é possível realizar, de forma automatizada, a negociação entre dois ativos. Além de uma exchange descentralizada, a UniSwap busca prover liquidez para outros protocolos de DeFi, por meio do seu sistema de trocas.

O UNI, token próprio da plataforma, é um token de governança, que dá aos seus detentores o direito de votar nas propostas para o futuro da UniSwap.

yearn.finance (YFI) – A yearn é uma plataforma de finanças descentralizadas (DeFi) que fornece várias possibilidades para seus usuários. Além dos produtos de empréstimo, a YFI facilita o yield farming  – possibilidade de obtenção de ganhos através das taxas de empréstimo de diferentes protocolos de DeFi – por causa do seu mecanismo de cofres (vaults).

Balancer – Plataforma de DeFi cujo principal diferencial é a possibilidade da criação de cestas personalizadas de tokens.As cestas da Balancer se balanceiam automaticamente, independente da variação de preço dos ativos nela colocados, podendo fornecer liquidez ao protocolo e ganhar em BAL, o token de governança da Balancer.

MakerDAO – A Maker DAO uma das principais e maiores das plataformas de empréstimos do ecossistema de DeFi. O MKR é o seu token de governança que também pode ser utilizado como colateral para obtenção de empréstimos em DAI.

DAI – A DAI é uma stablecoin descentralizada, pareada com o dólar utilizada no MakerDAO, uma das primeiras e principais DeFi’s de empréstimo do ecossistema.A DAI é emitida de maneira descentralizada pelos usuários da plataforma. Para cada DAI emitida, são necessárias garantias em diversas criptomoedas, para que a DAI mantenha seu valor próximo ao dólar.

Aave – Aave é um protocolo para empréstimos descentralizados, de código aberto e não-custodiante. Entre outras features, possibilita durações curtas e flash loans (empréstimos relâmpagos). Os flash loans são empréstimos instantâneos que não necessitam de colateral, mas devem ser pagos na mesma transação enviada ao blockchain.

Curve – Curve possibilita trocas descentralizadas com ênfase em trocas envolvendo stablecoins. É possível criar agrupamentos (pools) de stablecoins na Curve e, enquanto não são utilizados para negociar, o protocolo automaticamente habilita os fundos para receber retorno no Compound.

Compound – Compound é um protocolo para empréstimos descentralizados. Ao fornecer ativos para o agrupamento (pool) de liquidez, usuários recebem cTokens – o token nativo do Compound – que representa um porção do pool. O COMP, – token de governança do protocolo, dá aos detentores o direito de voto para futuras implementações no protocolo.

Syntethix – Synthetix é uma plataforma descentralizada para emissão de ativos sintéticos ligados a moedas nacionais, commodities, ações e índices.

0x – A 0x é uma plataforma que fornece infraestrutura e provê liquidez para exchanges descentralizadas, com sistemas de trocas com baixa fricção e com liquidez para a realização das negociações. Ela agrega liquidez de diferentes formas, acessando agrupamentos (pools) de diferentes protocolos de DeFi, como a Uniswap, Curve e Balancer, por exemplo. O ZRX, seu token nativo, é a “gasolina” da plataforma, além de ser possível disponibilizá-lo para stake na plataforma e, assim, receber retornos com o token.

Ren – Ren é um protocolo de interoperabilidade entre blockchains. Ficou conhecido por possibilitar que BTC, BCH e ZEC sejam depositados em suas redes nativas e que suas versões tokenizadas no Ethereum sejam emitidas usando o lastro da rede nativa. A Ren possui uma máquina virtual chamada RenVM, operada por meio de nós (nodes). O REN, token nativo da plataforma, é a ligação entre esses nodes, que torna possível a interoperabilidade entre blockchains.

UMA – UMA é uma plataforma descentralizada para emissão, manutenção e liquidação de contratos financeiros no Ethereum. Possui frameworks para design de contratos e uma mecanismo descentralizado de oráculos. Possibilita às partes entrarem em um contrato financeiro personalizado.

KYBER – Kyber é uma exchange descentralizada focada em execuções no blockchain rápidas para troca de tokens ERC-20. Recentemente, realizou mudanças importantes no protocolo e atingiu recordes diários de negociação na casa do 1 bilhão de dólares.

Utility Tokens

Basic Attention Token (BAT): token ligado ao mundo da publicidade e propaganda, baseado em tecnologia blockchain e no navegador Brave. O token BAT é utilizado dentro do ecossistema como pagamento, permitindo que anunciantes, publicadores e usuários gastem e recebam o token.

Decentraland (MANA): o projeto está construindo um mundo virtual baseado em blockchain. Os usuários podem criar, experienciar e monetizar conteúdo e aplicações. O token MANA é usado para adquirir terrenos virtuais e realizar pagamentos. O universo 3D criado faz uso de tokens não fungíveis (NFTs), sendo um dos primeiros projetos mundiais a incluir esse tipo de token em seu modelo de negócios.

Enjin Coin (ENJ): uma aplicação que permite aos desenvolvedores criar e gerir ativos virtuais no blockchain do Ethereum. O token ENJ é utilizado para criar itens em ambientes de jogos eletrônicos e para negociação dentro de um ambiente virtual. O projeto também foi pioneiro ao permitir que desenvolvedores e marcas criem seus próprios tokens não fungíveis (NFTs).

The Graph (GRT): criado com a missão de ler e fornecer informações contidas em blockchains para que as aplicações descentralizadas possam funcionar corretamente. O GRT é utilizado como recompensa para operadores da rede que forneçam informações corretas e como forma de pagamento dos usuários que desejam acessar determinadas informações.

Axie Infinity (AXS): Axie Infinity é um universo digital baseado em batalhas de animais (pets) criados por meio de tokens não fungíveis (NFT). Os usuários podem batalhar, criar e construir um império. O AXS é utilizado como token de governança do projeto, podendo ser utilizado para determinar o futuro do jogo descentralizado.

“DeFi ainda é algo bastante recente, mas em resumo, são aplicações financeiras — com cripto em ‘blockchain’ — que procuram eliminar os intermediários, tornando o acesso a um portfólio de produtos mais sofisticados com maior agilidade e menor custo, possibilitando uma diversificação na carteira, revolucionando o segmento”, diz Bruno Milanello.